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terça-feira, 6 de novembro de 2018

... HORA DAS AVÉ MARIAS ...







 * * * * * * * *

Quando eu era menina,
terminadas as horas vespertinas,
soavam no meu bairro
os sinos cansados
em lentas Avé-Marias.
Sentia-se alguma urgência
tudo invadir,
era a hora de recolher
ao terno lar.
*
Os pássaros regressavam
aos ninhos
da árvore, na bela colina verde
onde brincávamos.
Um alvoroço
de chilreios e trinados,
no adeus ao dia que findava
em vagarosos momentos
de nostalgia.
*
Para mim, era a hora
em que terminava a diversão
com os meus amigos.
Seguia-se a cálida reunião familiar.
Passou-se muito tempo,
muito!
Porém, jamais esqueci
o desconforto
de ter que dar por terminado
o que mais gostava fazer:
brincar,
simplesmente.
*
Era hora das Avé-Marias,
plangiam os sinos,
vovó persignava-se...
*******
Majo Dutra



11 comentários:

  1. Que linda inspiração e recordações que chegam a doer ... Era tão tranquilo tudo aquilo... ADOREI! Pena mesmo quando chegava a hora de acabar de brincar...Muito lindo,Majô! Bom acordar cedinho e ler belezas assim! beijos, obrigadão, levei teu link! chica

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  2. Um belo texto poético envolto em memórias e um som fantástico!!!bj

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  3. Bom dia!
    Você é uma Poetisa de mão cheia! Amei!

    Beijos e um excelente dia

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  4. Bom dia, querida Majo!
    Um momento vespertino de muita fé que, antes, era rezado à sombra da vela acesa e de 💙 contrito.
    É um dos meus momentos fortes de oração do dia.
    Tenha dias venturosos e aconchegantes abrigada à Sombra do Altíssimo!
    Bjm fraterno e carinhoso de paz e bem

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  5. Uma inspiração bonita e tocante! Pude lembrar também de lindos momentos passados... Bons e preciosos tempos que ficaram arraigados com firmeza...
    Abçs

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  6. Simplesmente brilhante. Parabéns Maju...
    :))
    Hoje:- Se soubesses, como brilha o sol em mim.

    Bjos
    Votos de uma noite feliz.

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  7. Um poema muito bonito. Sempre ouvi a minha mãe falar na hora das Avé-Marias, mas referindo-se à sua infância na aldeia. Na minha zona não havia essa hora, ou melhor não se guardava essa hora.
    Abraço

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  8. Ah, que maravilha de poesia nostálgica, com revoada de andorinhas e cantos de pássaros orquestrados pelo badalar de sinos na hora santa do dia. Uma sombra da saudade de um tempo de feliz infância. Sombra esta que nos acompanha pela longa jornada da vida.
    Meus aplausos Majo e cada vez mais a poesia saltita em suas participações.
    Gostei.
    Beijo amiga.

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  9. Que belo poema embalado por recordações e das Ave-Marias! Sempre serão minhas canções preferidas, é ternura demais. Emociona em qualquer idade, em qualquer época.
    Beijo, querida amiga. Uma feliz semana, com friozinho que já faz aí.

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  10. Boa noite, Majo!
    Uma beleza de poema, ao som da Ave Maria de Bach!
    Parabéns!

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  11. Que linda poesia que me reportou à infância na casa dos meus avós, as brincadeiras com primos e primas, o clima de paz e alegria que contagiava a todos.
    Beijos!

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