Na frescura dos prados primaveris
surgem miríades de gentis corolas,
osculadas por graciosas mariposas.
Cintilam tenras copas verdejantes,
chilros soam a pianadas de Chopin,
porém,
essa vibrante apoteose era efémera.
Foram anos e anos, de penosa seca!
A ordem era 'poupem água', poupem!
Os jardins de Lagos morreram de sede,
em pleno verão, o barlavento algarvio
augurava a feia decrepitude, a extinção.
As pessoas pasmavam e entristeciam,
porém,
o Algarve ficava com clima desértico
Foram anos e anos, de penosa seca!
Eis que, as nuvens diluviam a região,
o extenso lago da Bravura reapareceu,
uma descarga está iminente, tal como
aconteceu com as restantes represas...
O solo algarvio está saturado de água,
porém,
será que o tempo vai normalizar-se?
Foram anos e anos de penosa seca!...
Pintura de Anca Bulgaru



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