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janeiro 17, 2020

... COMO MILAGRE ...







          Sentia aqueles dias de Janeiro em Paris como dádiva divina.

          Apareceu na sua complicada vida milagrosamente, quando estava demasiado
          magoada, com a alma e personalidade destroçadas,  vitimas desprotegidas de 
          abominável violência doméstica,  provocada por toxicodependência de álcool,
          um dos mais angustiantes pesadelos humanos.

          Sobraram-lhe poucos amigos, não entendiam  o que a levava a protelar o inevitável
          desfecho. Porém, foi entre eles que o conheceu. Sentia que seria para sempre grata,
          profundamente reconhecida pelo delicado trato, atenção, humanidade, doçura...

          Lentamente, muito lentamente, deixou de assustar-se, de ter medo, de entrar em
          pânico. Bem longe ficou um passado de dor e escombros.
          Soube depois que a mãe do novo marido tinha passado por situação semelhante.

          A maioria dos amigos voltou,  contudo estranharam o seu casamento,  por ele ser
          mais velho cerca de dois decénios.  Achavam que se tinha precipitado,  ao que ela
          sorria radiosamente, sentindo a sua felicidade acrescida.

          Eles não sabiam que era tratada como uma princesa, que agradecia diariamente
          o milagre de tanto carinho, que voltou a ter novamente a harmonia e equilíbrio de
          sua juventude, que vivenciava o amor nobre e absoluto com que sempre sonhara.
                       ******
                        MajoDutra    

 Pintura de Pete Rumney